sábado, 29 de dezembro de 2007

Quote of the day

"A ignorância gera confiança mais frequentemente do que o conhecimento." - Charles Darwin.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Quote of the day

"There are two kinds of light--the glow that illuminates, and the glare that obscures." - James Thurber

Quote of the day

"Faith may be defined briefly as an illogical belief in the occurrence of the improbable." - HL Mencken

domingo, 16 de dezembro de 2007

As Ordens Profissionais

Surgiu em discussão na praça pública o projecto de lei-quadro das ordens profissionais preparado pelo PS e que terminará, entre outras, com a imposição por parte de algumas ordens profissionais de um processo de acreditação no acesso à profissão. Diz o documento: "Qualquer estudante que acabe um curso cuja profissão seja regulada, passa a ter acesso directo à ordem e à profissão".

Quando ouvi falar pela primeira vez desta notícia, o que me veio à memória instantaneamente foram duas conversas recentes: uma com uma colega que falava da repulsa de um certo ministro por uma ordem profissional em particular; outra com uma amiga que lamentava a situação dos jovens licenciados em Direito, que se submetem a longos períodos de estágios profissionais escravizantes.

Enquanto se esgrimem (bons) argumentos de um lado e do outro, fica-me a impressão que se trata mais uma vez de uma luta de poderes e que mais do que pela razão, a decisão será feita de interesses.

A meu ver, as ordens profissionais têm uma missão de natureza pública ao pretenderem salvaguardar aquilo que são ‘as boas práticas’, preservando a confiança pública nos seus profissionais. Zelam não só pela profissão, mas também em última análise, pelo interesse dos cidadãos, clientes desses profissionais.

Neste âmbito, e com o intuito de imprimir algum rigor na certificação de competências dos recém-formados e sobretudo, de colmatar a falta do mesmo nalguns cursos que existem por aí fora (e todos nós conhecemos o problema), algumas Ordens têm de facto mecanismos de ‘filtragem’ no acesso à profissão. Mas deturpando aquela que era a sua missão inicial, as mesmas Ordens viram nestes mecanismos a possibilidade de defenderem os seus interesses de forma claramente abusiva. Algumas das práticas que estão em discussão, são meramente corporativistas e até monopolistas, impondo o interesse das classes em detrimento do do público em geral. Um exemplo gritante é o caso dos numerus clausus no acesso à profissão, protegendo quem já a pratica, impossibilitando a concorrência e manipulando o mercado; para não falar no atropelo ao direito de todos a terem acesso à profissão.

Assim sendo, se esta proposta do PS - que parece contar com um largo apoio entre os deputados do PSD - vingar, alguns lobbies perderão força. Levantar-se-ão obstáculos que hoje impedem o acesso à profissão a muitos jovens recém-licenciados. Mas, também trará uma maior responsabilização das universidades pela qualidade da formação que ministram e dos profissionais que formam. Estará o nosso ensino superior à altura? Poderemos confiar cegamente num ensino superior de fraca qualidade em muitos aspectos?

Não deverão as Ordens (ou qualquer outra instituição) velar pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos seus profissionais, reconhecendo-lhes as competências necessárias para o exercício da profissão de modo responsável, seguro e actual? Serão as habilitações académicas certificação suficiente destas competências? Serão os ‘iniciados’ de hoje num ofício, ‘peritos’ amanhã pela simples posse dum canudo?

sábado, 15 de dezembro de 2007

Diálogos no Comboio

Habituado a andar no sentido contrário das massas, sexta-feira é o dia de excepção - por força das circunstâncias - torno-me mais um entre a multidão. É o meu dia 'Zé Povinho', como costumo dizer. Começa pela luta por um lugar no parque de estacionamento, depois correria: comboio-metro-pequeno percurso a pé-aulas das 9h às 18h, horário esse que a minha rotina teima em estranhar.

Na viagem de hoje de comboio, (após ter trabalhado toda a noite), lá ía eu todo entretido como sempre a imaginar a vida detrás de cada cara, quando me deparo com o mais curioso dos diálogos:

Srª com o Destak nas mãos: "Aiiiii-que-coiiiisa-tãaaaaaoooo-giiiiiiiiiira!"


Mãe com a criança ao colo: "Oláaaaa! Diz 'olá' à xinhôra dize!"


Srª com o Destak nas mãos: "E-como-te-chamaszzz-tu-hein? Como-te-chamazzz-bonitão?"


Mãe com a criança ao colo: "Diz 'Peeeedrooo', diz filho. Olha a senhora!"


Srª com o Destak nas mãos: "E-quantoszz-anoszz-tenszzz-túuu-pedroo? hum?"


Mãe com a criança ao colo: "Diz: 'tenho dois'. Diz filhinho, diz. Faz com os dedos... mostra, um... dois... tenho dois."


Srª com o Destak nas mãos: "Ahhhh! E-já-'tás-tãaaao-grande!" [...]

O puto durante a conversa, olhava para todo o lado menos para as duas cromas e parecia querer dizer: 'há coisas deprimentes não há?'

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Os Mandamentos dos Enfermeiros

Numa recente troca de mails, uma colega decidiu partilhar comigo o seguinte:


"OS 12 MANDAMENTOS DOS ENFERMEIROS

1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental;
2º Não terás feriados, fins de semana ou qualquer tipo de folga;
3º Terás gastrite se tiveres sorte; se for como os demais, terás úlceras;
4º A pressa será teu único amigo e as suas principais refeições serão os lanches, pizzas, etc...;
5º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se sobrarem cabelos;
6º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes cinco anos de trabalho;
7º Trabalho será o teu assunto preferido, talvez o único;
8º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho;
9º Terás sonhos com pacientes e, não raro, resolverás problemas dos mesmos nesse período de sono;
10º Exibirás olheiras como troféus de guerra;
11º E, pior... INEXPLICAVELMENTE GOSTARÁS DE TUDO ISSO!!!"

Ora, alguém me pode dizer onde fica o inferno dos enfermeiros se faz favor? É que eu tento ao máximo (e espero conseguir) pecar muito. Não contem comigo para cumprir tais mandamentos nem para mostrar arrependimento.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

9573 dias

Graças a um amigo, descobri que hoje é o meu 9573º dia no mundo. Este dado dá outra dimensão à pergunta 'o quê que eu estou a fazer por aqui?' ou à resposta...